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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Olha fundo

 

 

Olha fundo p’la janela

 

Da tua sala de estar,

 

Procura encontrar nela

 

Um oceano, mar

 

De rosas, onde possa existir

 

Um paraíso perdido,

 

Um terreno esquecido

 

P’ra onde possamos fugir.

 

É disso que eu preciso:

 

Um sitio conciso,

 

Com vista pró mar

 

E terraço no luar.

 

Um bom lugar

 

Onde possamos ficar!

 

 

 

24.10.2008

 

João Pereirinha

 

 

Há no ser humano...

 

 

Há no ser humano

 

Uma grande evidência,

 

Tecida em puro pano

 

De seda: a decadência!

 

Não tem grande ciência,

 

Vem com o tempo e idade,

 

E não há como dar escapadela.

 

É uma cruel verdade,

 

Como que guaches em tela

 

Branca, borrando a perfeição

 

Que é olhar nela,

 

Através do nada, vendo a imensidão!

 

Com as convivências

 

E todas as experiências

 

Que tiramos das vivências,

 

Vamos dando de caras com tristezas

 

E tendo cada vez mais certezas

 

Do quão mau é o ser!

 

Fechamos os olhos pra não ver

 

O mal que estamos a fazer,

 

Acabando também por nos corromper.

 

23.10.2008

 

João Pereirinha

Pergunto-me todos os dias...

 

 

Pergunto-me todos os dias

 

Porquê e pra que nasci?

 

Ganhei na vida ritmo novo

 

E colecciono alegrias

 

Desde o dia em que te vi.

 

Foste o desequilíbrio que partiu o ovo

 

Que guardava nele a emoção

 

Que me prendia nesta tristeza,

 

Digo então,

 

Com todas as forças e com certeza

 

Que foste o furacão

 

Que mudou os meus sentidos

 

E dominou os pensamentos

 

Que trazia em mim escondidos.

 

Agradeço-te os momentos

 

Que já tivemos juntos na vida

 

E garanto-te muitos outros,

 

Querida.

 

 

 

Ps:

 

Os momentos que vivemos;

 

As tristezas que passámos;

 

As alegrias que tivemos;

 

O que juntos aprendemos;

 

E tudo o que temos,

 

A nós dois o devemos!

 


21.10.2008

João Pereirinha

 

 

Vai...

 

 

 

 

Vai para, o sitio do costume,

 

Vai brincar na areia,

 

Não ateies esse lume

 

Que me corre na veia.

 

Estou de momento ocupado

 

E em estado ausente,

 

Tenho amor em todo o lado

 

E uma coisa bem presente:

 

Não me sinto fatigado,

 

Nem tão pouco arreliado,

 

De dizer constantemente

 

Que por ti sou apaixonado!

 

Tirando enganos e confusões,

 

Leva-me a teu lado,

 

Vamos brincar junto ao mar,

 

Rir, curtir e queimar

 

Este rastilho de emoções.

 

É sempre nestas situações

 

Que penso interiormente:

 

Coitadinhos dos corações

 

Que têm outra coisa em mente.

 

15.10.2008

 

João Pereirinha