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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Rabiscos

Gostava de saber desenhar,
imaginar uma gravura
de tamanho enorme
forte em músculo e bravura…

 

Gostava de saber pintar,
mostrar
ilustrar
desenhar pró mundo
o que estou a pensar,
um poço de, sem fundo,
amor e paixão…

 

Alargar horizontes,
aumentar o que nos dá a compreensão,
mostrar que p’ra lá dos montes
que nos tapam,
mal tratam
e nos esfarrapam
a criatividade,
há muita mais liberdade,
de pensamentos,
movimentos
e por momentos
poder dizer que desenhei
o que outrora sonhei…

 

18.02.2008

 

João Pereirinha

Será isto o céu onde vivo

Será isto o céu onde vivo,
ou apenas imaginação
fogo de vista ou ilusão?

 

Parece-me antes divagação
armadilha do tempo,
que de tempo em tempo
me faz pensar por momentos
aqui com os meus pensamentos,
penso estar,
onde o tempo me faz acreditar.

 

Será da imaginação
que tenho toda esta divagação,
mas como não quero divagar,
vou para a próxima prestar
um pouco mais de atenção
ao caminho, p’ra depois voltar!     

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

Rimas... soltas...

 

 

 

Quero por querer
aquilo que
sem saber
ou até mesmo
sem me rever
e sem me encaixar
vou procurar,
quero o que mudar,
quero o que
sem motivo ou razão
se equipare com a paixão!

 

 

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

 

 

 

 

 

 

Esta poesia e estes versos,
muitos sem significado,
estão todos bem emersos
de teor claramente aprofundado,
não fora eu um apaixonado
não fora eu tão dedicado.

 

 

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

 

 

 

….

 

 

 

Quando me sinto assim
pura e simplesmente
inspirado,
quando escrevo sem fim,
quando me sinto claramente
amado
é quando, sem quê
nem porquê
me sinto cativado,
quando só quero estar ao teu lado.

 

 

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

 

 

 

 

 

 

Não são nada de especial
estas coisas que te digo,
sentimento banal
como a esmola de um mendigo.

 

Não te quero surpreender
nem mesmo converter,
só quero que venhas a entender
o que tenho p’ra te dizer:

 

Que não és apenas mais uma
num lugar onde não há nenhuma,
és aquela que afasta a penumbra
da imensa escuridão
e que trás consigo uma imensidão
de amor no coração!

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

 

 

 

Sonhos:

 

 

 

Em sonhos sonhei
com o que tinha sonhado,
parei e pensei
e depois de tudo pensado
reparei que ainda estava acordado
e tu estavas aqui do meu lado!

 

12.02.2008

 

João Pereirinha

 

As coisas

As coisas que sabemos, não sabemos e pensamos saber ou não saber uns dos outros não passam disso mesmo, de coisas! Se as sabemos ou simplesmente as desconhecemos, ou se as sabemos mas não as conhecemos e até mesmo se as conhecemos mas não as controlamos não interessa, não deixam de ser coisas e como todas as coisas, as coisas são fúteis!

Quantas vezes não sabemos muitas coisas mas não sabemos pessoas, as pessoas inclusive de quem sabemos as coisas e controlamos as coisas? No entanto as coisas das pessoas não nos aproximam delas, não nos deixam mais conhecedores de quem e como são, de como reagem e qual a sua essência onde está o diamante em bruto da sua alma. Depois, depois tratamos as pessoas como coisas, como as coisas que abandonamos e tentamos substituir, as coisas que pensamos que podemos corrigir, tratamos melhor as coisas que as pessoas e as pessoas passam a ser coisas mais mal tratadas que as suas próprias coisas, que tratamos como pessoas.

Porque não deixamos as coisas como estão e damos a cada um as coisas que lhe pertencem? Não podemos ser nós originais autênticos e únicos? É que à diferença de todas as coisas as pessoas não se substituem e cada um deixa a sua marca e a impressão digital, que cada um marca em cada um, é única e inalterável, impossível de apagar e infinitamente marcante, dura mais que as coisas.

Alterem as estantes, mudem os lençóis da cama, não usem mais aquele perfume, mudem de opinião, não olhem mais, mas não tentem mudar as coisas do passado que nos marcam hoje e no futuro, não queiram mudar as pessoas de lugar. Por mais que troquemos os rostos de uma moldura o coração verá sempre o que quer, aquele que deixou mais saudade.  

09.02.08

João Pereirinha